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A boa utilização do melaço de cana como complemento alimentar para os bezerros


A cana-de-cana é cultivada em diversas partes do mundo. No Brasil a área plantada é de cerca de 8,1 milhões de hectares, movimentando a economia de regiões inteiras, compondo o agronegócio de forma considerável. Dentre os diversos subprodutos que a cana oferece, o melaço é um composto de alta viscosidade, concentrado e de alta palatabilidade.

Os rebanhos brasileiros estão entre os maiores do mundo, com cerca de 224,6 milhões de cabeças de gado, segundo o IBGE. Esse consistente número de animais é composto por diferentes categorias, estando os bezerros entre as de maior importância.


Desde o nascimento até os 8 meses de idade, o bovino ainda é considerado bezerro e conta com necessidades específicas direcionadas a sua categoria. Nesse sentido, os cuidados serão focados, inclusive no que se refere à alimentação e nutrição durante essa fase.

Conhecer melhor como agregar valor oferecendo melaço de cana como suplemento para bezerros pode ser um divisor no faturamento e no melhor desenvolvimento do seu rebanho. Acompanhe o artigo que preparamos para mantê-lo atualizado a respeito do que há de melhor no mercado atualmente. Boa leitura!


Bezerros e as necessidades físico-químicas na ingestão de alimentos


Por se tratar de uma fase de intensas modificações, é comum que os produtores sofram com perdas significativas, especialmente na fase adaptativa nutricional. Nesse momento, a cria passa do aleitamento exclusivo para o consumo de fibras e concentrados, começando a absorver os nutrientes necessários advindos da fonte alimentar e não mais do leite que, até então, era o seu alimento completo.


Durante essa fase é comum a ocorrência de problemas metabólicos ou até mesmo por aspiração de conteúdo devido à sua formação ainda incompleta, o que torna o organismo dos bezerros mais suscetível a mudanças bruscas. Além disso, é importante ressaltar que a microbiota ruminal dos bezerros ainda está em franco desenvolvimento.


Dessa forma, o risco de uma absorção incorreta é grande, mas ainda mais grave que esse fato é o surgimento de sinais clínicos não aparentes, conclusivos e tardios, resultando em perdas importantes.


Os bezerros têm contato com as forrageiras mesmo quando estão em aleitamento; no entanto, em relação à oferta de concentrado, esta é gradual.


É importante destacar também que os bezerros que já receberam o colostro têm a necessidade de formar a população de microrganismos benéficos no seu trato digestivo, bem como formar as suas papilas ruminais. Esse mecanismo é natural e inerente ao pequeno ruminante que, conforme sua dieta muda, passando a consumir volumoso de maior qualidade, passa também a formar estruturalmente e anatomicamente o ambiente de digestibilidade adequado.


O melaço na fase transitória da alimentação dos bezerros


Sendo o melaço um produto de alta concentração de sacarose e com viscosidade acentuada, o seu efeito em dietas concentradas ou com presença intensa de farelos é benéfico. Devido a sua consistência, o melaço é uma ótima opção para a redução do pó derivado dos farelos, que representam alto risco de complicações por conta de aspiração no momento da ingestão.

O interesse de consumo do melaço por parte dos bezerros é significativo, principalmente devido à sua alta palatabilidade. Com teores entre 5 e 12% de inclusão do melaço à matéria seca, há a formação de pequenos blocos nutricionais que, segundo autores, contribuem para o desenvolvimento do rúmen e para o crescimento dos bezerros.


A eficiência alimentar está relacionada ao melhor aproveitamento dos ingredientes que compõem a dieta principal, considerando principalmente os componentes energéticos e proteicos. Assim sendo, para equilibrar os custos com uma alimentação eficiente, é fundamental obter energia e proteína ao máximo, juntamente com a atuação na população bacteriana do rúmen e sua performance de atuação.


Os altos teores de sacarose presentes no melaço da cana-de-açúcar estão associados à produção ruminal de ácido butírico. Esse fator é determinante para o desenvolvimento ruminal, bem como para o desempenho produtivo dessa categoria, que, na maioria das vezes, compõe a reposição de rebanhos.


Outro fato importante é que o melaço é muito utilizado para unir ingredientes que se apresentam em partículas menores, especialmente os peletizados. Com isso, os casos de paraqueratose ruminal são reduzidos, e há a tendência de maior ganho de peso diário. Portanto, embora o melaço não atue e modifique o processo de desenvolvimento individual, ele facilita que isso ocorra de acordo com a realidade de cada manejo.


O comportamento natural de preensão na alimentação dos bezerros é um fator que deve ser considerado ao oferecer o melaço.


No entanto, é importante ressaltar que há a formação de torrões ou blocos nutricionais com a adição de melaço na alimentação dos bezerros, podendo causar um efeito negativo devido à habilidade de preensão por parte desses animais. Por isso, é fundamental atentar-se à oferta e à quantidade de melaço a serem oferecidos, introduzindo-o de forma gradativa de acordo com o crescimento do bezerro.


O bom uso do melaço para seu rebanho de crias


Sem dúvida, a inclusão de melaço na alimentação dos bezerros e a disponibilidade de energia que essa mudança de manejo traz influenciam positivamente o aumento da área de absorção no rúmen, estimulando, assim, a formação de papilas digestivas e a presença de ácido butírico, o que está intimamente relacionado com uma maior área de superfície para a atuação dos nutrientes.


Agora que você já conhece os benefícios do melaço de cana na suplementação dos bezerros, com certeza não vai perder a oportunidade de oferecer esse composto para os seus animais. Para adquirir o melhor melaço de cana do mercado, entre em contato com a Melaços Brasileiros.


A Melaços Brasileiros é a pioneira em comercialização de melaço de cana no Brasil, destacando-se pela qualidade do produto ofertado.


Por: Concelina Cássia Leme - Médica Veterinária formada pela Universidade de Marília (UNIMAR), desde 2013. Especialista em Microbiologia Aplicada e Imunologia com ênfase em análises laboratoriais e Patologia Clínica de grandes e pequenos animais.

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