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Safra de grãos pode ter recorde de 210,95 mi de toneladas


A produção de grãos na safra 2015/16, em fase de plantio, está estimada em 210,95 milhões de toneladas, 3,17 milhões de toneladas a mais, ou aumento de 1,5%, em comparação com a safra anterior 2014/15 (207,8 milhões de t).


Os números são do terceiro levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nesta sexta-feira, 11.


Conforme a Conab, a soja apresenta o maior crescimento absoluto, com estimativa de aumento de 6,2 milhões de toneladas, totalizando 102,46 milhões de t.

“Os ganhos de área e produtividade da cultura refletem num aumento de 6,5% na produção total do país”, dizem os técnicos da Conab no texto de apresentação.


Apenas as culturas de primeira safra tiveram o plantio iniciado, que se estenderá até dezembro. As culturas de inverno, referentes a safra 2015, estão na fase final de colheita. Para as culturas de segunda safra, o plantio se iniciará a partir de janeiro.


Para o milho primeira safra e o algodão a estimativa é de queda na produção total, impulsionada pela redução na área plantada. A recuperação da produtividade de feijão resulta em aumento da produção, apesar da queda na área plantada.


De acordo com o terceiro levantamento da Conab, a área plantada com grãos deverá alcançar 58,55 milhões de hectares, o que representa crescimento de 1,1% em relação à área cultivada na safra 2014/15, que totalizou 57,94 milhões de hectares.

A Conab observa que essa área equivale à primeira, segunda e terceira safras, além das culturas de inverno.


Os técnicos da estatal ressaltam que, considerando apenas a área efetivamente cultivada, a estimativa é de 43,3 milhões de hectares, levando em conta que os demais 15,2 milhões de hectares equivalem a culturas sobrepostas à área de total.


Segundo a Conab, a cultura da soja, responsável por mais de 56% da área cultivada do país, permanece como principal responsável pelo aumento de área.

A estimativa é de crescimento de 3,4% (1,1 milhão de hectares), alcançando 33,2 milhões de hectares na área cultivada com a oleaginosa.


O algodão apresenta redução de 1,6% (15,6 mil ha), o que representa 960,6 mil ha. “Isto é reflexo da opção pelo plantio de soja na Bahia, segundo maior produtor do país”, informa a Conab.


Para o milho primeira safra, a exemplo do que ocorreu na safra passada, a expectativa é de redução de 6,7% na área (413,6 mil hectares) a ser cultivada com soja, ficando em 5,7 milhões de ha.


O feijão primeira safra apresenta redução de 2,1% (21,9 mil hectares), o que corresponde a 1 milhão de ha no total.


Fonte: Exame

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